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Gosto disto, e então?

Por Patrícia Costa

Por Patrícia Costa

Gosto disto, e então?

01
Fev19

Agora é o DAN-SHA-RI....

Patrícia Costa

Noutro dia ao jantar comentávamos o fenómeno Marie Kondo.. e descobri que afinal há mais japonesas com a mania das arrumações! 

A malta do ocidente deve ser muito desarrumada, com uma vida completamente desorganizada e muito infeliz! Depois chegam as Gurus das arrumações e resolvem 90% dos nossos problemas! Fantástico!

Hideke Yamashita é outra referência internacional, que já anda nestas vidas há bastante tempo. O seu livro "A Arte de organizar a sua vida" foi lançado em Portugal em inícios de 2018. Fiquei curiosa e tive que o ler para ver que método maravilhoso era esse do DAN-SHA-RI:

DAN - fechar a passagem às coisas desnecessárias que tentam entrar na nossa vida;

SHA - deitar fora as tralhas que inundam as nossas casas;

RI - um "eu" desapegado das coisas, que vive num espaço sem restrições, um ambiente descontraído.

O nome do método é um acrónimo retirado dos ensinamentos do ioga - danko, shagyo e o rigyo (terminologia japonesa), que implicam uma conceção filosófica da vida orientada para o corte com desejos e para a criação de uma distância em relação aos apegos. Por outras palavras é o Budismo Zen em movimento.

Percebi logo nas primeiras páginas que não tinha que dobrar a minha roupa em pequenos retângulos (ufa)...um ponto para a Hideko, zero para a Marie!

O enfoque está em nós e não nas coisas, ou seja se eu uso uma determinada coisa, logo ela é necessária! Segundo a autora é uma operação que acontece no mundo visível mas com efeito no invisível.

Nos métodos comuns de guardar e organizar, o objetivo principal é exatamente esse....guardar e organizar....aqui o objetivo é metabolizá-las, fazê-las mudar continuamente em vez de as guardar. Deixamos de comprar e de fazer caixas com divisórias para guardar e classificar as coisas...dois pontos para a Hideki, zero para a Marie!

O volume de coisas com que ficamos é tão reduzido que nem vamos necessitar  de caixas para guardar nada (desfazermo-nos de tudo o que é dispensável). Aqui não fazem falta técnicas especiais nem muito trabalho!

Resumindo, os protagonistas somos nós, o enfoque está na relatividade, o eixo temporal é o presente e não existe o "coisas para guardar".

Consigo me identificar com alguns conceitos e de certa forma tudo isto faz algum sentido. Mas ainda não cheguei a este nível de desapego....sou caranguejo...hum...vai ser difícil!

Vou continuar a aplicar o método de arrumação que a minha mãe me ensinou e pronto! :)

AP9I8424.JPGFoto @jaimenetophotography

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