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Gosto disto, e então?

Por Patrícia Costa

Por Patrícia Costa

Gosto disto, e então?

22
Dez20

O Natal da Nala....

Patrícia Costa

A Nala é a autora do blogue Crónicas da Cidade dos Leões, passem por lá que vale mesmo a pena! 

Mas hoje ela também está no meu cantinho para partilhar connosco o seu Natal....obrigada pelo carinho....obrigada pelo texto...

"Natal é, provavelmente, a minha época preferida do Ano. Quando se aproxima esta quadra tenho a impressão que cada célula do meu corpo canta em uníssono o “Jingle Bells” e as histórias para contar são sempre mais do que muitas.

Hoje, a pedido da Patrícia, venho contar-vos uma delas: o meu primeiro Natal em França.

Cheguei a França em Novembro de 2014, na altura acompanhada por uma colega que conheci pessoalmente apenas no avião. Felizmente a vida faz coisas bem feitas e a E. era a pessoa perfeita para me acompanhar naquela aventura.

Começando a trabalhar no final de Novembro era a mesma coisa que dizer que as Festas de Final de Ano seriam passadas cá.

Na altura, ao invés de nos desiludirmos, resolvemos aproveitar as oportunidades que surgissem.

Aproveitámos as luzes de Natal do pequeno vilarejo onde vivíamos e ficámos deliciadas com a nossa primeira visita a um “Marché de Noel”!

É incrível como aquela “nova realidade” nos mudou a definição de Natal já que, pelo menos eu, experienciava pela primeira vez um Natal verdadeiramente frio, aprendia que os Troncos de Natal (ou as Tradicionais “Bûches de Noel”) podem ser realmente de todas as cores, sabores e texturas e percebia as diferenças culturais entre o Natal francês e o português, que têm mais em comum do que aparentam.

Com curiosidade e “coração ao largo” provámos as especialidades típicas da época por aqui. Algumas adorámos outras nem por isso mas a vida é mesmo assim!

Ouvimos todas as histórias e tradições que os nossos utentes da altura nos contavam (pacientemente já que o nosso francês ainda era muito básico) e aproveitamos para levar connosco algumas delas. Ficaríamos sozinhas naquele ano mas sentimo-nos envolvidas no espírito de Natal na mesma. E gratas a todas as pessoas que partilharam os seus natais connosco.

Na noite da consoada preparámos alguns pratos (o que foi uma primeira para mim já que nunca tinha tido a oportunidade de cozinhar no Natal) e fomos passá-lo a casa de uma colega também portuguesa, que tinha recebido a visita da irmã.

Foi um Natal singelo mas que ainda hoje guardo no coração.

Ainda tenho comigo a pequena Árvore de Natal que comprámos na altura (e da qual não me consigo desfazer mesmo que já tenha uma maior agora) e a camisola que comprei para a ocasião cheia de brilhantes dourados (que só uso mesmo na noite da consoada).

Porque daquele Natal, de tão difícil que poderia ter sido, escolhemos fazer um dos mais intensos das nossas vidas.

E aprendemos que o Natal também é presença no coração e alegria de estar na sua própria presença. É também é descobrir novas pessoas e alargar horizontes.

E porque em Família numerosa ou à distância são o amor, a paz e a harmonia que fazem do Natal o que ele realmente é.

E num ano em que o Natal será provavelmente em pequeno comité mesmo para aqueles que estavam habituados a enormes festas de família decidi partilhar-vos esta memória para vos provar que todos os natais podem ser especiais, mesmo os que parecem mais difíceis.

E assim me despeço desejando-vos um Santo e Feliz Natal!"

11
Dez20

O Natal da Luísa Sousa...

Patrícia Costa

Somos um pais pequeno mas cheio de tradições, que variam bastante de região para região.

Pedi à Luísa Sousa (autora dos blogues  "Uma pipeta de sucesso", "Blog de moda e estilo", "Guia do envelhecimento ativo" e "Mais boa forma"), que partilhasse connosco uma memória ou uma história sobre o Natal...muito obrigada querida...que delicia!

O presépio-lapinha da minha avó

luisa.jpg

Na “Festa”, conhecida como a quadra natalícia na Ilha da Madeira, costumávamos ir à casa da minha avó materna “ver a lapinha”.

Íamos a pé, cortando caminho por veredas, muito íngremes, a subir e a descer, mas com paisagens magníficas.

Costumava apanhar florinhas pelo caminho e fazia um ramo para oferecer ao Menino Jesus.

Era habitual “irmos ver a lapinha na Festa” a casa de familiares e amigos.

E eu adorava ver a lapinha da minha avó. Era colocada à entrada, de frente para a porta da “casa de jantar”, para que a visitas a pudessem apreciar.

A lapinha, o presépio típico madeirense que a minha avó fazia, era em escadinha e consistia num pequeno altar de três lanços de escadas, que era colocado sobre uma mesa ou cómoda coberta com uma toalha vermelha e, por cima desta, uma outra toalha branca rendada, de bordado madeirense.

No topo da escada, era colocada a imagem do Menino Jesus, rodeada por um arco de flores de papel – o “arquinho do Menino Jesus” e ladeada por duas jarras com sapatinhos (flores da Madeira em forma de sapatinho).

Nos outros degraus, apresentavam-se os pastores e outras figuras do presépio e frutos madeirenses como laranjas, tangerinas, pêros, anonas, castanhas e nozes.

Não podiam faltar as searinhas de trigo, milho e lentilhas. Julgava-se que assim teríamos a “bênção” do Menino Jesus para boas colheitas.

Era habitual também acrescentarem folhas de feto, garrafinhas de vinho, licores caseiros e uma lamparina de azeite a arder.

luisa 2.jpg

Atualmente na época natalícia podemos ver em espaços públicos, por toda a Ilha da Madeira, a tradicional lapinha em escadinha e a de rochinha, “fruto da criatividade e genuinidade das gentes madeirenses que, fora das suas casas, transmitem aos que os visitam o espírito de partilha e cooperação vivido entre todos, bem como as características peculiares de cada povoado”.*

Quero agradecer à Querida Patrícia o convite que me fez e por ter a oportunidade de partilhar um pouco da tradição natalícia madeirense.

 

Luísa de Sousa

* Fonte: https://www.passaronoombro.com/cultura/presepios-originais-na-ilha-da-madeira/

 

01
Jun20

Os sapatos e nossa personalidade...

Patrícia Costa

Lembram-se do post a minha roupa conta a minha história...pois bem...e os nossos sapatos?

Gosto muito de sapatos...parece que nunca tenho o suficiente...falta-me sempre um modelo qualquer!

Segundo os entendidos parece que a escolha dos nossos sapatos está bastante relacionada com a nossa personalidade...pesquisem sobre o assunto...existe imensa coisa escrita.

Esta imagem resume um pouco isso...achei bastante engraçada, concordam?

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Imagem Pinterest

 

Pronto...confesso que tenho tendência a olhar para os sapatos das pessoas para ver se estão bem cuidados...acho que andar com uns sapatos por engraxar ou a necessitarem de capas não é bonito de se ver e dá um ar desleixado!

 

29
Abr20

A minha roupa conta a minha história....

Patrícia Costa

Já pensaram que a nossa roupa conta a nossa história e guarda também as nossas memórias?

Se calhar isto não acontece a toda a gente, mas eu associo muitas vezes certas peças a momentos...e estou a excluir vestidos de casamento, por exemplo!

Muitas vezes quando estou mais desanimada escolho uma peça usei num momento feliz..seja um almoço, uma saída com os amigos, uma viagem, uma festa na escola dos meus filhos...levanta-me a moral e o dia corre bem melhor! Estupidez, devem estar vocês a pensar...eu sei...mas contigo funciona! É mesmo uma questão de confiança!

Por incrível que vos possa parecer lembro-me quase sempre do que tinha vestido nesses momentos...não sei se é uma coisa de signo...sou caranguejo...sou se é mesmo da minha essência! 

Mas acho que todos dias nos vestimos para escrevermos a nossa história...se querermos estar poderosas ou passarmos despercebidas...é a forma de nos expressamos sem abrir a boca! 

Quando espreito o meu armário saiem de lá gargalhadas, sorrisos, paz, preocupações e até lágrimas...tudo aquilo de que a nossa vida é feita!

 

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Imagem Pinterest

 

Já pensaram nisto alguma vez?

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